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Comparação: por que isso acontece?

  • Foto do escritor: Priscila Queiros
    Priscila Queiros
  • 13 de mai. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 18 de jun. de 2024

As comparações frequentes podem aumentar o nível de estresse, ansiedade e até desencadear sintomas de depressão.


Por qual motivo nos comparamos tanto afinal?



Analisar-se com base em comparações é algo comum em nosso cotidiano. Constantemente avaliamos nosso trabalho em comparação com o de outras pessoas, os resultados alcançados na empresa em relação aos colegas e até mesmo os salários.


Essa prática de comparar está tão enraizada em nossa rotina que muitas vezes nem percebemos. Seja na família, no ambiente de trabalho, na profissão ou na sociedade como um todo, a comparação está presente.


Sentimento de inadequação

Quando você se encontra em uma situação em que um colega de trabalho parece sempre superar suas próprias realizações e contribuições na empresa, é importante analisar com mais cuidado essa situação e estar atento. Isso pode ser caracterizado como um complexo de inferioridade ou o que conhecemos atualmente como baixa autoestima.

A origem do sentimento de inferioridade, em sua maior parte, está ligada à fase infantil e pode ser identificada em três contextos diferentes.


Rejeição: a criança não recebe da família o suporte necessário para seu desenvolvimento emocional;

Superproteção: quando uma criança é demasiadamente mimada, ela pode desenvolver, na fase adulta, um sentimento de vulnerabilidade.

Inferioridade Orgânica: a individualidade experimenta sensações de inferioridade devido a alguma característica física e acaba refletindo esse sentimento em outras áreas da existência.


Como surge a sensação de desajuste


Quando a comparação é feita de forma exagerada, pode acarretar diversos problemas.

Os efeitos incluem a redução da autoconfiança, a confusão da própria identidade, o aumento da ansiedade e a insatisfação com a vida. Como consequência, a pessoa pode acabar perdendo a direção e questionando suas decisões e seu caminho.


A incerteza e seu impacto em nosso dia a dia.


Indivíduos inseguros frequentemente se percebem como carentes de habilidade, inexperientes, frágeis e vulneráveis.

A falta de confiança é simplesmente um sentimento de insuficiência, ou de perigo, e qualquer pessoa que nunca tenha experimentado isso não está sendo sincera consigo mesma. A sensação de incerteza em relação a nós mesmos de vez em quando é algo natural. Já a falta de confiança crônica surge para destabilizar tanto a nós mesmos quanto nossos relacionamentos.

A pessoa com insegurança busca constantemente a validação alheia, não confia em suas próprias habilidades. Se tivesse mais autoconfiança, reconheceria seus próprios méritos. Essa falta de confiança acaba sendo transmitida para os outros, que também podem questionar sua competência.


Quais são os sinais de que você está com falta de confiança?


Indivíduos que carregam uma insegurança latente são frequentemente assombrados pelo medo. Esse medo intenso de cometer erros e não atender às expectativas alheias, seja do companheiro, dos pais, do superior no trabalho ou de qualquer outro indivíduo.


Sinais de indivíduos com falta de confiança


  • Desejo exacerbado de demonstrar uma possível superioridade, mesmo que internamente não se sintam dessa maneira;

  • Mostrando grande confiança ao evidenciarem seus feitos, inclusive de maneira exagerada e repetitiva;

  • Receio avassalador de se aventurar ou de se relacionar com alguém;

  • Incapacidade de recusar. Geralmente, indivíduos inseguros têm dificuldades em negar algo. Isso ocorre pois sentem a constante necessidade de agradar, devido ao receio do abandono;

  • Falta de percepção do próprio potencial e talentos;

  • Indivíduos com falta de confiança focam exclusivamente nas restrições, constantemente no aspecto desfavorável de cada situação;

  • Queixa frequente acerca de qualquer assunto;

  • Busca incessante pela perfeição;

  • Existe uma forte propensão à procrastinação, uma vez que o medo de cometer erros é frequente e isso leva a pessoa a adiar todas as tarefas até o último momento por causa do medo do fracasso.

  • Enorme desafio em aceitar e entender feedback de colegas de profissão, amigos e parentes;

  • Procura ansiosa por aprovação alheia;

  • Constantemente, indivíduos inseguros fazem comparações com seus colegas de trabalho e amigos, destacando somente os aspectos positivos de outras pessoas.

  • Complicação em comunicar pensamentos e pontos de vista.


Qual a melhor maneira de lidar com a insegurança?




É desafiador se livrar de suas inseguranças devido à sua natureza



complexa que tem origem em diversos fatores pessoais. Mesmo assim, é viável superar essas inseguranças adotando algumas orientações como ponto de partida.


  • Não busque a perfeição: ao invés disso, busque melhorar a si mesmo de forma constante;

  • Direcione sua atenção para suas habilidades, e não para suas limitações.

  • Cultive diariamente a sua confiança em si mesmo;

  • Mantenha um mindset positivo: reconheça os pensamentos pessimistas e elimine-os da sua mente.

  • Não se autocondene por eventos negativos: aprenda algo valioso a cada situação desagradável;

  • Deixe de se comparar com os demais: ou com o que os demais possuem e você não;

  • Foque em suas metas individuais: nunca busque superar outra pessoa, mas sim a si mesmo.

  • Evite comparações e concentre-se em si próprio(a):


Modificar essa prática de se equiparar não é algo simples, porém é uma missão viável com o auxílio de um especialista qualificado, como o psicólogo.


A psicoterapia influencia na forma como a pessoa interpreta determinadas situações, impactando diretamente em seu comportamento. Dessa forma, o foco da psicoterapia será modificar os pensamentos automáticos negativos que levam o indivíduo a se comparar constantemente consigo mesmo.


Todos os pensamentos são internalizados diariamente pela pessoa até se tornarem realidade, ou seja, a ideia de se colocar para baixo e se criticar nem sempre esteve presente, foi adquirida e, por isso, pode ser desfeita.


Caso haja comparação com outra pessoa e pensamentos negativos em relação a isso, talvez seja necessário buscar auxílio psicológico para reconhecer suas próprias qualidades e compreender que é capaz de ser tão competente, ou até mesmo mais, do que a outra pessoa, sem a necessidade de menosprezá-la.




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